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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A CASA CAIU

Marcos 7, 21.24-27

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa,e a casa caiu, e sua ruína foi completa!’

A expressão corriqueira: A casa caiu – Traz a tona em nossos dias à realidade daqueles que vêem seu mundo desmoronar. No entanto, por que a casa cai?

Com advento da internet e a revolução tecnológica que estamos vivendo, temos sido assolados por um verdadeiro Tsunami da “fé”.

Atualmente, são inúmeros os canais de televisão que em horário nobre transmitem programas “religiosos” que tem por objetivo tornar o “evangelho” conhecido. Constantemente ouvimos frases: “está repreendido em nome de Jesus”; “rompendo em fé”; entre outras frases fortes.

No rádio, a situação não é diferente. Na internet, temos um turbilhão de sites, blogs, que tem o mesmo objetivo; anunciar o evangelho, fazer com que homens e mulheres descubram, aceitem que Jesus é a única solução.

Ainda é preciso ressaltar o grande número de manifestações públicas – Marchas, mega shows, camisas estampadas por famosos, faixas colocadas em estádios de futebol e etc.

Porém, na mesma proporção (ou ainda maior), do crescimento do anúncio do evangelho e das conversões às novas “igrejas” cristãs. Estão o aumento dos assassinatos, dos roubos, adultérios, de toda espécie de crimes hediondos que tem deixado a sociedade boquiaberta e por vezes inerte diante de tanta desolação.

No entanto, onde está a raiz deste dualismo?

Jesus é categórico: “Nem todo aquele que me diz...” Ou seja, não basta falar. Não basta anunciar, não basta dizer que em nome de Jesus os milagres estão acontecendo.

Para aqueles que querem se tornar íntimos de Jesus, fica o desafio de deixar o testemunho ecoar. Observamos este relato no livro dos atos dos apóstolos, quando do início da formação das primeiras comunidades cristãs o povo exclamava: “vejam como eles se amam”.

A grande tentação de nossos tempos é ter uma fé alienada demais, ou, intimista demais, que não me leva ao compromisso de ajustar minha vida diante daquilo que professo.

Será que de fato, precisamos de novas religiões? Se a raiz do ensinamento de Jesus é o amor a Deus e ao próximo, como homens e mulheres que dizem seguir o mesmo Mestre, são incapazes de gerar um ambiente humano para se viver?

A casa da hipocrisia continuará caindo. Pois, a mentira não se sustenta.

Hoje, nosso grande desafio é olhar para nós mesmos. Nossos atos e atitudes. O nosso jeito de tratar as pessoas, de nos relacionar com a natureza (obra prima da criação de Deus).

O que identifica um verdadeiro discípulo, não é a capacidade de repetir as falas, ou, os ensinamentos do mestre (aliás, multiplicam-se os cursos que ensinam a arte oratória ou até mesmo a psicologia como meio para convencer pessoas). O verdadeiro discípulo é reconhecido quando sua vida atualiza a presença do mestre.

Ao olhar os pilares de nossa fé, é importante perceber; em que tipo de terreno eu decidi construir a casa da minha vida? Se quero uma casa firme, também deverá ser firme minha postura, minhas atitudes, minha coerência com a fé que professo. Mas, se não faço esforço para viver a minha fé, sou eu mesmo que aos poucos vou minando as bases de minha construção.

Atualizar a presença do mestre... Que tal começarmos hoje?

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